quinta-feira, 17 de março de 2011

Jogos Didácticos

Recupero aqui uma ideia de um outro blogue criado por mim. Prova do meu excelente momento criativo.
Que se dê inicio aos Jogos Didácticos nos Senhores da Rádio. Já está? Ok.














Imaginando que os dois bonecos de cara branca são Papas (e não vítimas do processo Casa Pia a preferir o anonimato), como é que eles dão as mãos se têm um rio pelo meio?

A resolução será divulgada num próximo post.
António Vieira

quarta-feira, 16 de março de 2011

"Cavaquinho" sem cordas

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/cavaco-mantem-silencio-sobre-situacao-politica

Não seria de esperar, face ao actual "ataque" à estabilidade governativa do país, algum comentário por parte de sua excelência?

Que tal uma "consultinha" de terapia da fala, Sr. Presidente?


André Santos

Não é estar a pedir comentários...

Depois disto e disto é normal que as pessoas esperem censura às suas intervenções. Vá lá, não hesitem. Queremos muito testá-la.

António Vieira (Isto vai ser sempre assim? Ou a qualidade  da escrita indicará logo o autor?)

O que é que os intelectuais vestem no Verão?

Hoje estava no autocarro a caminho de casa (como se isso interessasse) e vi dois homens intelectuais. Mas intelectuais porquê? Pois bem: um lia A Queda de Albert Camus e o outro exibia com toda a eloquência um cachimbo, ao mesmo tempo que exercitava a escrita. Estereótipos à parte, até aqui parece que o termo "intelectuais" encaixa bem. O fascínio pelo Inverno e pelos filmes do Truffaut, aqueles mais existencialista (Jules et Jim), são os sentimentos mais frequentes num bom intelectual. Há também o factor da aparência. Um intelectual que se preze anda sempre vestido com camisola de gola alta, cachecol e gabardina (os óculos e a barba por fazer são acessórios utilizados apenas pelos mais requintados. É para eruditos). Se os beduínos nasceram aptos para viver no ambiente árido do deserto, os intelectuais foram criados para pastar no Inverno.

Agora a questão que coloco é a seguinte: o que é que os intelectuais vestem no Verão?


Pedro Ramalhete

A paleontologia e Cavaco Silva (ou a paleontologia de Cavaco Silva)

Foi comprovada a existência de outro dinossauro angolano, o segundo depois de José Eduardo dos Santos. O paleontólogo português Octávio Mateus, investigador da Universidade Nova, encontrou os fósseis e baptizou  a nova espécie com o nome Angolatitan adamastor. Em entrevista ao Diário de Notícias, o cientista português conta que a localização foi o critério escolhido para nomear a nova espécie, ao contrário de outras que descobriu, como o Draconyx loureiroi, baptizado assim em "homenagem a João Loureiro, o primeiro paleontólogo português" - o  único João Loureiro que os Senhores da Rádio conhecem é, curiosamente, filho de um dinossauro. 
Questionado pelo DN acerca de como era Angola há 90 milhões de anos o cientista deu uma resposta politicamente correcta, mas aos Senhores da Rádio acabou por admitir que é muito parecida com a actual - os maiores comem os mais pequenos "e tal". O próximo grande objectivo de Octávio Mendes é encontrar a rótula do jogador Pedro Mantorras. 
Entretanto o Presidente da República desafiou os jovens a seguirem o exemplo dos que combateram na Guerra do Ultramar. Alguns já viajaram para Angola (outros, poucos, já o tinham feito antes destas declarações) a fim de encontrar fósseis dos tios combatentes que os possam inspirar.

António Vieira

Blogues

Ainda vale a pena espreitar o blogue Voz do Deserto de Tiago de Oliveira Cavaco (Tiago Guillul, para os melómanos). As actualizações já não são tão frequentes, mas há uma ou outra coisa que poderia ter sido eu a escrever caso tivesse a sua pena e sapiência - e essa oportunidade de ler algumas das minha ideias noutro sítio é todo um trunfo para os Senhores da Rádio. Graças a Deus o conservadorismo religioso (e não só) do Senhor Tiago marca o distanciamento. De qualquer das formas é mesmo isto:




Claro que não perderia esta oportunidade.





António Vieira

Na prisão, por vezes, há mais festa

Um homem foi preso na Flórida por roubar um saco com vibradores, dois computadores portáteis e uma peruca ao seu chefe. Mitchell Tice, autor do furto, não ofereceu resistência, exigindo apenas que a polícia o deixasse levar o material roubado para a prisão, preferencialmente o pacote dos vibradores (ah! ah ! ah! que elevação...) e a peruca. Ainda no dia de ontem, o seu chefe, ao saber da detenção, roubou uma Sex shop e entregou-se minutos depois às autoridades.

António Vieira

Este blogue não tem ambições políticas

Os Senhores são jovens universitários, têm conta no Facebook e não querem a demissão do governo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Direito a Direitos

Economia - A GNR registou pelo menos 50 viaturas apedrejadas e ferimentos em 5 camionistas - RTP Noticias, Vídeo

Porventura, não trabalhar será, para alguns, a solução para resolver os seus próprios problemas e os problemas do país. Não obstante a isso, quem assume a postura de continuar a laborar, não parando e atrasando (ainda mais) o país e a sua débil economia, não pode, em caso algum, ser "alvo a abater"!

Qual é a legitimidade da reivindicação de alguns cidadãos, fazendo uso (discutível) de um direito consagrado na Constituição, quando, depois, não são capazes de respeitar os direitos que outros cidadãos exercem?

Quem reclama respeito, deve dar-se ao respeito! Quem reclama direitos, deve respeitar, primeiramente, os direitos dos outros!

Última Hora- Felizmente conseguiu-se um acordo nas negociações: "O bom senso acabou por prevalecer" (José Sócrates).


André Santos

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os Monstros não Precisam de Amigos

O cinema em Portugal é prisioneiro de uma ambiguidade sinistra, quase perversa. Os projectos mais comerciais são ridiculamente megalómanos, mas não passam de anedotas artísticas. Sou sincero, não prestam. O cinema de autor é menosprezado e muitas vezes rotulado indecentemente de: “seca”, “bizarro” e “deprimente”. A ignorância do nosso povo nesta área é chocante. Falo num Fernando Lopes e respondem-me de forma natural: “quem, o jogador de futebol?”. Não, o realizador do fabuloso Belarmino.

A meu ver, o povo português continua a gastar, de bom grado, cinco euros para ver romances de cordel semi-pornográficos (Crime do Padre Amaro) e filosofias baratas sem qualquer tino (Second Life). Contudo, é preciso fazer o inverso: criar um sentimento de animosidade à volta destes monstros. Estamos a apostar muito em realizadores cujo talento é nulo, e, no entanto, temos muito bons realizadores por ai.    

O nosso povo, conservador, vê em Manoel de Oliveira o rosto do cinema entediante. Já os restantes autores estão catalogados de forma muito mais agressiva: freaks, hippies, drogados, maricas. Os preconceitos são tramados para o cinema nacional, mas tal facto não é de espantar. Alguém se lembra de Raquel Freire? Uma jovem realizadora portuguesa que na altura das contestações pró-casamento homossexual se manifestou aguerridamente, chegando ao ponto de simular um casamento com uma amiga. Lá está o rótulo de “maricas”. Mas, note-se, Raquel Freire não é homossexual. É pansexual. Coisa de freak, não? Um pansexual é um indivíduo que faz amor com todo o tipo de seres e coisas. Hippies...

Agora, sem ironias. Raquel Freire é uma realizadora muito interessante, com um universo muito próprio e diferente de tudo aquilo a que estamos habituados a ver, em Portugal. Mas, infelizmente, os portugueses não a conhecem, ou melhor, se a conhecem é por ser a "revolucionária lésbica". É pena. Rasganço é a obra maior dela. Um drama macabro sobre a vida universitária em Coimbra. Com uma fotografia brilhante, dando relevo ao vermelho, e banda-sonora contagiante (com músicas dos Ornatos Violeta). Um filme a conferir por todos. 

Moral da história: o nosso cinema está todo negro da tareia que tem levado do cinema americano e das pipocas. Nós, o povo, temos de combater esta tendência hedionda. Evite-se o escapismo e encare-se de forma séria o nosso cinema.

Sugestões: Pedro Costa, João Cesár Monteiro, Miguel Gomes, João Botelho, Marco Martins, João Pedro Rodrigues e Sandro Aguilar.       

Pedro Ramalhete