sábado, 19 de março de 2011

What did you expect from The Vaccines?

What did you expect from The Vaccines?, um álbum feito, claramente, para corações partidos.
The Vaccines arrancam a todo gás com o ovni do álbum: Wreckin' Bar (Ra Ra Ra), uma epopeia à la Ramones. Segue-se If you Wanna que nos envolve num imenso turbilhão de sentimentos depressivos, mesmo que o ritmo seja electrizante. É nesta música que o álbum assinala a queda emocional. A dor e amargura de quem escreve as letras é definitivamente o ponto forte de What did you expect from The Vaccines? (a catarse apodera-se de quem o ouve). A nostalgia de A Lack of Understanding, Blow it Up e Wetsuit é interrompida abruptamente por Norgaard, música que nos dá sensação que há vida depois do fim da relação. A bipolaridade começa a ser evidente. E eis que chega a música mais icónica do álbum : Post Break-up Sex. O nome diz tudo. Rimar sex com ex torna-se anedótico, mas tremendamente eficaz. "Queremos ouvir mais!", gritamos nós depois de Post Break-up Sex (e dai talvez não). Mas a ruptura está para chegar. É com Under your Thumb que o álbum ameniza e passa para um registo mais baladeiro, quase romântico (excepção feita para a excelente Wolf Pack) . Nesta música canta-se a Eleanor: a musa europeia, o escape. Vão-se sarando as feridas até chegarmos a Family Friend, a música mais elaborada do álbum, que nos há-de transportar, numa apoteose fantástica, para um destino incerto.

Estes novatos não fogem à tendência, cada vez mais pirosa, do indie: músicas bem polidas, roupas bem engomadas e letras bastante sentimentalistas.
Um álbum que cai esporadicamente na banalidade, contudo é rico em sentimentos. Umas das surpresas de 2011


6.9 (de 0 a 10)


Pedro Ramalhete

Chocolate e cerveja

A central de cervejas lançou esta semana a nova Sagres Preta Chocolate, que pretende agradar o público feminino. Estes homens (os responsáveis pela Sagres) envergonham o género. A mulher que adora chocolates é diferente daquela que se delicia com uma, duas, vinte cervejas. Pode ser a mesma pessoa, mas as circunstâncias, quero acreditar muito, serão sempre diferentes. Misturar o chocolate com a cerveja para agradar as mulheres é diluir as minhas esperanças no sexo feminino enquanto entidade querida e fofinha. Sou todo a favor da revolução sexual, da libertação sexual enquanto fenómeno com pernas para andar ainda mais. Peço apenas que não se misturem domínios.
António Vieira

Descubram as diferenças

Hoje fui ver o filme The Rite, com Anthony Hopkins (filme medíocre). Entre muitos lugares-comuns e diálogos chatos explora-se o tema "exorcismo". Ficção ou realidade? Esquizofrenia ou mão de Belzebu?
Depois de ver a maquilhagem abusiva daquelas personagens possuídas cheguei a uma conclusão bastante simples: parecem aqueles senhores que fazem filas enormes para serem atendidos na carrinha da metadona.

Senão acreditam em mim reparem nas fotografias. De um lado uma drogada (desculpa-me Amy) e no outro a celebérrima Emily Rose (até já fizeram um filme).


Pedro Ramalhete 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ossos do ofício

Atente-se na notícia do jornal A Bola que expressa, de forma clara, o azar de um profissional do desporto:

"Aleksandar Stajonevic, treinador do Partizan, cumpriu promessa que fez e pagou a aposta perdida para o jogador Prince Tagoe, que lhe custou o carro.
O treinador explicou, esta sexta-feira, aos jornalistas sérvios que havia prometido dar o seu carro, um Renault Coupe, ao jogador, caso Tagoe marcasse dois golos no clássico contra o Estrela Vermelha.
O atacante marcou os dois golos que deram a vitória à sua equipa no jogo para a Taça Sérvia, disputado na última quarta-feira.

«A entrega do carro já foi efectuada. Durante o jogo, quando ele marcou o segundo golo, disse-lhe que só valia se a nossa equipa ganhasse. No final queria que o Estrela Vermelha empatasse só para manter o meu carro», brincou o técnico Stanojevic."


Ora, é nestas alturas que se vê que existem pessoas com muito, muito azar. Com tantos clubes por onde, provavelmente, poderia exercer a sua profissão o Sr.Aleksandar Stajonevic foi logo escolher um clube potencialmente vencedor como o Partizan.

Se, porventura, treinasse o Sporting CP nunca estaria sujeito a este tipo de dissabores ...

André Santos


Jogos Didácticos - Atenção!

Crianças que lêem este blogue, só os clérigos dos jogos são desprovidos de mãos. Os de carne e osso têm extremidades e sabem usá-las.
António Vieira

Preconceitos em relação a um acidente nuclear

Os bebés japoneses não nascerão com os olhos redondinhos a partir daqui.
António Vieira

Jogos Didácticos - Resolução


“Como é que podem dar as mãos se só existe um Papa no mundo?” - não, não é uma resolução válida. Primeiro porque não aceito questões como respostas. Em segundo lugar já existiram efectivamente dois Papas: um em Avinhão e outro em Roma. Até três, devido ao mesmo cisma. 
A solução é mais simples: eles não têm mãos, caro leitor.

“Mesmo se tivessem mãos, como é que o rio iria interferir no comprimento se eles são maiores que o curso de água?” Comprimento não, cumprimento, que estamos a falar de uma saudação e não de uma extensão longitudinal entre duas extremidades. Na língua não são vocês rigorosos, agora para me estragarem o jogo já têm jeito. Se formos pelo caminho da mesquinhez, o rio interfere realmente, pois duas pessoas que não têm pés, olhos, boca, nariz e orelhas já devem sentir dificuldades num terreno sem obstáculos, quanto mais com um rio pelo meio. Não vamos por aí antes que estraguemos o jogo, ok? 
Pronto, está estragado.
António Vieira

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Senhora Música Portuguesa

Começa assim a rubrica de música portuguesa dos Senhores cujo único objectivo é a divulgação e adoração do que é nosso.
Pólo Norte, Delfins, Santos e Pecadores e Paulo Gonzo ficam à porta.


Olhos de Mongol (2006) e Casa Ocupada (2010) são os álbuns de longa duração desta banda de Queluz. Sonoridades e letras arrepiantes são a imagem de marca dos Linda Martini, que neste Verão vão marcar presença no palco secundário do festival Optimus Alive!. 
Como costuma dizer o Senhor António Vieira: "quem nunca ouviu estes álbuns não é português".
Pedro Ramalhete 

Anita Guerreiro só faz amor em casa

O (grande) Correio da Manhã publicou, hoje, na secção "Vidas" aquele que será o artigo mais importante para a resolução da crise em Portugal. Ora vejam:  http://www.vidas.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=B2EEF6CE-6025-427C-89E6-4B71D15619D8&contentid=862B2252-7D91-4616-9800-5F4186FC951E
Anita Guerreiro, esse colosso do teatro português (risos), é confrontada pelo jornal com sete fabulosas questões. Uma delas explicita a sua vida sexual:

Local mais exótico onde fez amor?
- Só na minha casa.

O povo português enfrenta não só uma crise económica como também uma crise de valores. Já não há padrões. Este jornalismo é fantástico. A transmissão de ideias e imagens chega ao sublime. Mas que raio de mundo é este para se fazer jornalismo? 
Mais uma vez, os Senhores a prezarem pela elevação...

Pedro Ramalhete

Belos, belos foram os Diapasão

Concluí: as mulheres são impressionáveis - o próximo passo rumo ao sucesso será responder à pergunta "como?" Prova disso é as portuguesas considerarem quase sempre elogioso o comentário "Portugal também tem mulheres bonitas". Parece-me apenas um elogio às excepções. Como que uma constatação surpreendente - "A Etiópia também tem obesos!" Graças a Deus (ou ao user St0nE87) o Marante e os Diapasão estão no YouTube. Isto, sim, é homenagear a beleza feminina do nosso país. 


António Vieira