Ao ler o diário de Cesare Pavese, O Ofício de Viver, a minha vida melhora. Identifico-me com aquelas características psicológicas, com a impiedade do retrato. Na passada sexta-feira no Ípsilon o jornalista Gonçalo Frota escreveu acerca das canções dos Smiths: "Se a vida não melhora depois de ouvir canções desta safra, então é porque a música pop não serve para nada." É uma das minhas bandas preferidas. É a banda preferida de Pedro Mexia. A leitura dos seus blogues permite perceber que as canções de Morrissey e Marr foram decisivas em alguns momentos da sua vida. Também alguns posts desses blogues foram muitos importantes para mim. Enfim, toparam a teia?
Incapaz, tímido, preguiçoso, inseguro, fraco, meio louco, nunca, nunca serei capaz de encontrar uma posição estável naquilo a que se chama ter êxito na vida. Nunca, nunca.
Uma pessoa toma real consciência de que Diogo Nunes escreve no blogue Senhores da Rádio quando nasce uma etiqueta com o nome "Paulo Portas". Se isto não é uma declaração de intenções...